quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Esquecimento


Não deves insistir.
O que passou, morreu.
E o que eu fui para ti, jamais poderei ser.
Podes oferecer-me agora o próprio céu,
Que contigo no céu, não poderei viver.
Como custou riscar-te da memória!
Como tardou a vir o esquecimento!
Mas consegui, por fim, essa vitória
Que pôs fim ao meu grande sofrimento.
Nada conseguirás.
E nunca voltarei!
Mesmo que a tua vida dependesse
Do meu beijo, o beijo eu negaria.
Com a mesma exaltação com que te amei,
Eu te esqueci também...
E se eu cedesse,
Vergonha de mim mesma eu sentiria!

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